Carta pornográfica de James Joyce para sua esposa Nora Barnacle

James Joyce é considerado por muito um dos maiores escritores do século XX. Sua obra de mais prestígio é Ulysses, um livro revolucionário e que figura entre os 100 livros do século segundo o jornal francês Le Monde.

Além de Ulysses, escreveu outros nove livros. Mais recentemente foi relançado o “Cartas a Nora”, uma coleção de cartas eróticas e apaixonadas que Joyce escreveu para sua esposa Nora.

Em muitas das cartas encontramos um erotismo pungente e livre que só possível entre casais que se amam e se compreendem.

Nesta postagem, você lerá uma dessas cartas eróticas, escrita em 1909 em Dublin.

Carta Pornográfica de James Joyce para sua esposa Nora Barnacle

Descrição da imagem

Dublin, 2 de dezembro de 1909

Meu bem. Eu devia começar pedindo perdão pela carta extraordinária que te escrevi ontem à noite. Enquanto eu a escrevia, a tua carta estava pousada diante de mim e os meus olhos estavam fixo, como ainda estão agora, em uma de suas palavras.

Há qualquer coisa de obsceno e libidinoso até nas próprias letras. Ela soa também como o próprio ato, curta, brutal, irresistível e perverso.

Você me agradeces pelo lindo nome que te dei. Sim, querida, é um belo nome ‘minha linda flor agreste das sebes! Minha flor azul-marinho, encharcada de chuva!’.

Mas, ao lado e no interior deste amor espiritual que sinto por você, há também um desejo bestial e selvagem por todos os pedacinhos de teu corpo, todas as partes secretas e vergonhosas dele, pelos cheiros todos dele e por tudo que ele faz.

Meu amor por você me leva a orar ao espírito de ternura e de beleza eterna de que teus olhos são o espelho, ou a te derrubar debaixo de mim sobre esta tua barriga macia e te foder por trás, como um porco montando sua porca, me gloriando no próprio fedor e suor que saem de teu cu, me gloriando com a vergonha exposta de teu vestido levantado e as calças brancas de menina e com a confusão de tuas faces enrubescidas e teu cabelo emaranhado.

Isso me faz romper em lágrimas de piedade e amor por qualquer palavrinha, tremer de amor por você ao som de algum acorde ou cadência musical ou, ao me deitar com você, pé com cabeça sentindo teus dedos a acariciarem e fazerem cócegas no meu saco ou enfiados em mim por trás e teus lábios quentes chupando meu pau enquanto minha cabeça está inserida entre tuas coxas gordas, com as mãos grudadas nas almofadas redondas de tua bunda, eu lambo com voracidade tua boceta vibrante e vermelha.

Você se lembra do dia em que levantou a roupa e me deixou ficar deitado por baixo de você enquanto você fazia? Depois ficou com vergonha de me olhar nos olhos.

A última gota de sêmen mal esguichou por tua boceta adentro antes de chegar ao fim e meu verdadeiro amor por ti, o amor de meus versos, o amor de meus olhos por teus olhos estranhos e tentadores sopra sobre minha alma como um sopro de condimentos.

Minha pica ainda está quente e dura e trêmula depois do último ataque brutal dentro de ti, quando um hino suave cresce em meiga e piedosa adoração a ti dos compartimentos sombrios de meu coração.

Nora, meu amor leal, minha colegial travessa de olhar doce, minha puta, minha amante, tanto quanto você queira (minha amantezinha punheteira, minha putinha fodedora!) você é sempre minha linda flor agreste das sebes, minha flor azul marinho encharcada de chuva.

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